Quit quitting: demissão silenciosa ou reação ao burnout?

Um movimento vem chamando atenção nas organizações e nas empresas nos últimos anos. Ele  ganhou força nos Estados Unidos e vem sendo chamado de quiet quitting. 

Ao contrário do que parece, quem está aderindo a esse fenômeno não tem a intenção de pedir as contas. Isso porque o conceito vai além do fato de se estar ou não feliz no emprego, e de se demitir do cargo, mas tem a ver com a sensação de pertencimento e estabelecer limites entre a vida pessoal e profissional. A seguir, entenda mais sobre a “demissão silenciosa”. 

Equilíbrio entre vida pessoal e profissional

Neste movimento, o funcionário, sem ter por que pensar em formas inovadoras e mais eficientes de entregar resultados, não dá um passo além do que for essencial para o cumprimento da sua tarefa. A ideia é reservar tempo para o lazer e para a família e, quando chegam em casa, deixam o trabalho para trás. Assim, a “virada de chave” visa estabelecer limites entre vida profissional e pessoal. 

No Brasil, o quiet quitting ganhou força durante a pandemia de Covid-19, no período em que muitas pessoas começaram a rever seus valores e a repensar prioridades. No começo do home office, havia grande dificuldade em estabelecer o limite entre os horários de trabalho e o descanso, com os funcionários sendo demandados para além dos seus horários e turnos de trabalho. 

E mais: no auge da crise sanitária, muitas pessoas também passaram a sofrer com ansiedade e depressão, transtornos mentais que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), aumentaram 25% desde 2020.

Evitando o burnout

Um dos fatores apontados por especialistas a esse fenômeno é a reação ao burnout — um estado de esgotamento provocado por tensão emocional e estresse, relacionados à sobrecarga de trabalho, à execução de demandas em fins de semana e fora do horário de expediente, ao assédio moral, às cobranças excessivas por produtividade e ao estabelecimento de metas com prazos irreais. 

Estímulo ao desenvolvimento

Outro aspecto que contribui com o movimento quiet quitting pode estar ligado à falta de uma visão, por parte das empresas, para o desenvolvimento de seus colaboradores. 

Com o avanço das tecnologias e as mudanças nas rotinas provocadas pela Covid-19, intensificou-se a necessidade de os profissionais se atualizarem rapidamente e aumentarem a eficiência nos mais variados setores. 

Os especialistas alertam: empresas que querem ter sobrevida no longo prazo precisam pensar no desenvolvimento das equipes. Isso passa, por exemplo, por ações que promovam diversidade, inclusão, sustentabilidade, valorização de competências e pela adoção de práticas que despertem o pertencimento do colaborador junto à organização. Entre elas, está a garantia de jornadas de trabalho justas e que permitam conciliar a vida pessoal e profissional.

A grande renúncia

Em paralelo, outro movimento chamado The Great Resignation (ou A Grande Renúncia) começou nos Estados Unidos, sobretudo, nos setores da saúde e da alimentação e, mais recentemente, chegando aos profissionais mais experientes. 

A pandemia acentuou essa situação, pois as pessoas viram o risco da morte e passaram a se questionar mais, o que, consequentemente, afetou a vida profissional de muitos. De acordo com levantamento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), quase 3 milhões de brasileiros pediram demissão no primeiro semestre de 2022.

Há muitos fatores para esse movimento, o qual se tornou mais visível pelas manifestações nas redes sociais. Muita gente deixa, assim, o emprego e procura empreender, ou realizar projetos que, apesar de remunerações por vezes menores, trazem muito mais satisfação pessoal. 

O  The Great Resignation e o Quiet Quitting não são fenômenos iguais – já que no primeiro as pessoas pedem demissão, e no segundo não. Entretanto, os dois movimentos estão interligados e mostram que muitas pessoas não estão felizes na vida profissional e, indo mais além, não estão mais aceitando isso.

Desafio para as lideranças

Se as pessoas não têm a intenção de pedir demissão, mas sim de equilibrar a vida profissional com seus propósitos, os líderes das empresas passam a ter um desafio: atrair e reter talentos em suas companhias, manter o engajamento e a produtividade

É importante lembrar que, cada vez mais, se fala sobre a saúde mental no trabalho, e que isso está diretamente ligado ao Quiet Quitting, uma vez que empresas com cultura tóxica e gestores tóxicos contribuem para o adoecimento de seus funcionários quando, entre muitos aspectos, exigem uma carga de trabalho mais intensa do que a pessoa pode suportar.

StarGrid: escalas organizadas e mais satisfação das equipes

Há quatro anos no mercado, a StarGrid vem seguindo uma tendência de trabalho facilitado e ágil, organizando escalas com agilidade e respeitando as normas legais. Desse modo, os gestores podem dedicar mais tempo ao que importa: gerir e cuidar da equipe, focar na melhoria dos serviços — seja na área da saúde, na indústria ou na hotelaria, entre outros segmentos de atuação. É assim que funciona a StarGrid

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