Manter a mesma equipe de colaboradores por um longo período de tempo pode ser um desafio em vários setores. Na hotelaria, a missão pode ser ainda mais complicada. Com rotinas puxadas, escalas de plantão aos fins de semana e nos feriados, é preciso contar com profissionais dedicados e comprometidos.
Contudo, a taxa de turnover se acentuou com a pandemia, e a gestão das equipes é determinante para que o seu estabelecimento hoteleiro não enfrente problemas que impactem na prestação de serviços aos clientes.
Por outro lado, a rotatividade em um hotel ou pousada pode se refletir em uma equipe permanentemente desalinhada e prejudicando a imagem do estabelecimento e a experiência do hóspede. Não é isso que você quer, é? Continue a leitura para saber mais sobre o assunto.
Apagão de mão de obra
Quem acha que o problema de falta de mão de obra no hotel ou na pousada é só seu, está enganado. O “apagão de mão de obra” se acentuou com a pandemia da Covid-19 e segue preocupando quem trabalha no setor.
Um levantamento divulgado pela LCA Consultores, feito com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostra que, em agosto, foi batido recorde de pedidos de demissão em um único mês desde janeiro de 2020, início da série histórica com a metodologia atual de contagem de vagas. Do total de 1.773.161 de desligamentos registrados em agosto, 632.798 foram voluntários, ou seja, a pedido do trabalhador – o equivalente a 35,7% do total. O setor de Alojamento e Alimentação foi o que mais registrou pedidos de demissão.
Nos Estados Unidos, a situação não é diferente. Estudo divulgado pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos apontou que o setor de hotelaria possui um índice anual de
de 73,8%, com mais de 6% da equipe saindo por mês. Ou seja, com a movimentação de pessoal são gastos mais de 2 milhões de dólares com turnover na hotelaria norte-americana. Isso equivale a aproximadamente R$ 8 milhões anuais com o vai e vem de funcionários!
Por que isso ocorre?
Especialistas alertam que são vários fatores que contribuem para essa alta rotatividade e fazem com que haja escassez nas equipes no setor de hospedagem. Mesmo antes da pandemia, a remuneração já era considerada pouco atrativa, e a escala de seis dias de trabalho para um de folga é considerada exaustiva. A lentidão com vistas a progredir na carreira e a demora para ter um reajuste salarial também contribuem para a evasão de profissionais.
Com a crise sanitária mundial, muitos empresários tiveram de enxugar as equipes, funcionários foram demitidos e outros passaram a acumular funções, deixando as rotinas sobrecarregadas.
Várias pessoas migraram para outros segmentos e passaram a trabalhar em home office, com horários de segunda a sexta-feira e salários mais atrativos, não retornando às atividades no setor de origem. Além de não precisarem se deslocar até o local de trabalho, esses profissionais se acostumaram com uma remuneração mais elevada, além de buscar mais qualidade de vida e saúde mental.
O que fazer?
O setor hoteleiro sempre teve dificuldade em reter talentos, e o esforço para atrair profissionais qualificados requer atenção dos gestores e dos empresários do segmento. Especialistas lembram que sempre existe a promessa de ser um trabalho dinâmico, sem dias iguais. No entanto, a realidade com que os profissionais se deparam é de uma jornada extensa, estresse, trabalhar em pé, locais insalubres, entre outros pontos.
Para mudar esse quadro, a gestão hoteleira deve se adaptar aos novos tempos. É preciso criar condições para melhorar a perspectiva profissional, flexibilizar modos de trabalho para quem pode atuar em um modelo híbrido, organização de escalas que atendam à legislação e, também, respeitem as necessidades dos colaboradores, investir na formação de lideranças e oferecer remuneração adequada.
Acima de tudo é preciso construir um ambiente de trabalho positivo. Isso não significa, porém, que cobranças e “puxões de orelha” sejam proibidos. Pelo contrário. Feedbacks construtivos, em ambientes de confiança mútua, são sempre muito produtivos. Invista neles!
Aliás, a boa relação entre colaboradores e líderes é primordial para o sucesso de qualquer negócio. Estabelecendo uma cultura em que todos são respeitados e reconhecidos pelo seu trabalho, você estará dando o exemplo à sua equipe.
Além disso, treinamentos e programas de capacitação irão manter os funcionários engajados e melhor preparados para atender ao cliente. Ou seja, é uma situação em que todos ganham: líderes, colaboradores e clientes. Ofereça vantagens e benefícios e faça escalas que tragam mais previsibilidade e organização ao dia a dia dos colaboradores. Com isso, eles se sentirão motivados a continuar desempenhando um bom trabalho no seu estabelecimento.
StarGrid: escalas organizadas e menor rotatividade
A StarGrid vem seguindo uma tendência de trabalho facilitado e ágil, organizando escalas com inteligência artificial e respeitando as normas legais e as necessidades das equipes. Desse modo, os gestores podem dedicar mais tempo ao que importa: gerir e cuidar da equipe, focar na melhoria dos serviços — seja na área da saúde, na indústria ou na hotelaria, entre outros segmentos de atuação. É assim que funciona a StarGrid.
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