O início do ano marca a fase de montar novas estratégias e planejar as melhorias para a equipe e os gestores. Para colocar as metas em prática e conquistar os objetivos, é preciso entender quais são as prioridades e focar no que realmente importa para o time e para a empresa.
A empresa Gartner, líder em pesquisa e acompanhamento de empresas em todo o mundo, lançou um relatório, feito com mais de 800 líderes de recursos humanos, definindo as prioridades e tendências da área para 2023.
O estudo foi realizado em 60 países e em diversos setores, para identificar as tendências de RH e avaliar os principais desafios e oportunidades para este ano. Os resultados mostraram que um líder eficiente está no topo da lista, mas que há outros pontos importantes, como experiência do colaborador, recrutamento e até o futuro do trabalho. Continue a leitura para conferir no que sua empresa deve focar para ficar por dentro das tendências.
1. Eficácia dos líderes e gestores
O primeiro item do relatório aponta quem está no comando das equipes. 60% dos gestores têm essa prioridade e 24% dos líderes de RH afirmam que não estão preparados para o futuro do trabalho.
Segundo a pesquisa, a liderança da empresa deve mudar na mesma direção que o ambiente de trabalho. A tendência é que os gestores se tornem cada vez mais empáticos, autênticos e adaptativos. O estudo diz que 2023 representa um novo tipo de liderança: a liderança humana.
Além de inspirar o comprometimento, coragem e confiança, os líderes de RH precisarão focar em abordagens que ajudem a enfrentar os obstáculos emocionais, como dúvidas e incertezas.
2. Design organizacional e gestão da mudança
Prioridade para 53% dos líderes, o design organizacional é uma das principais tendências para 2023. As transformações digitais, as incertezas financeiras e as tensões políticas trouxeram muitas dúvidas e nervosismo para os colaboradores. 45% dos líderes de recursos humanos afirmam que os funcionários estão cansados de tantas mudanças.
Em 2016, a pesquisa Gartner Workforce Change Survey mostrou que quase 75% dos colaboradores estavam dispostos a mudar algumas características para ajudar às organizações. Em 2022, esse número caiu muito, apenas 38% estão disponíveis para realizar estas mudanças.
Por isso, manter um design organizacional e uma boa gestão de mudança é fundamental. Assim, os gestores evitam a fadiga e minimizam o impacto na vida dos colaboradores, ajudando a manter o bem-estar e a confiança no trabalho.
3. Experiência do funcionário
44% dos gestores acreditam que as empresas não possuem boas trajetórias de carreira. Esse ponto tem sido muito pensado nos últimos anos e está em tendência para 2023.
Uma outra pesquisa da Gartner, mostrou que somente um a cada quatro colaboradores se mostram confiantes em relação à carreira e três em quatro vão buscar crescimento em vagas e cargos externos.
Para evitar essas baixas e o turnover, é preciso investir em uma boa experiência do colaborador, desde o onboarding, até os planos de carreira. É importante entender as necessidades do funcionário e criar carreiras adequadas para cada um, oferecendo mais confiança e estabilidade à ele.
4. Recrutamento
A pesquisa de 2023 mostrou que 50% das empresas esperam por um aumento na concorrência em busca de talentos ainda este ano. Isso quer dizer que os gestores e líderes de recursos humanos precisam rever e pensar em novas estratégias de recrutamento.
Entender as mudanças de cenário, preparar-se para elas é fundamental para tomar decisões de forma assertiva, melhorando a experiência do candidato no recrutamento e trazendo os talentos para a empresa.
5. Futuro do trabalho
O último ponto, mas não menos importante, é pensar no futuro do mercado de trabalho. 43% dos líderes afirmam que ainda não tem uma estratégia definida para esse ponto, apesar de saberem que é totalmente relevante.
De acordo com a pesquisa, o futuro do trabalho vai permanecer com trabalhadores de forma remota ou híbrida, mas isso será apenas parte de uma grande equação. O principal ponto será se antecipar ao que o colaborador precisa, oferecendo a eles novas estratégias e opções.
Entre as novas possibilidades, estão implantar tarefas de forma flexível, adicionar possibilidades de folgas, diminuir as burocracias e capacitá-los para alcançar as metas e objetivos da empresa sem pressão e sem afetar o bem-estar da equipe.