A área de Recursos Humanos é uma parte essencial nas empresas, sendo responsável por gerir e desenvolver o capital humano. À medida que o mundo do trabalho continua a evoluir, novas tendências surgem no RH, impulsionadas por mudanças tecnológicas, sociais e culturais. A busca por eficiência, bem-estar dos colaboradores, diversidade e inovação tem redefinido o papel do setor nas organizações.
Neste artigo, exploraremos algumas das principais tendências que moldarão o futuro da gestão de pessoas em 2024, permitindo que as organizações adaptem-se ao novo momento do mercado de trabalho. Muitas das mudanças iniciadas durante a pandemia foram aceleradas e se tornaram permanentes no âmbito profissional. A seguir, quais são as tendências para o RH em 2024.
1. Human skills são as novas hard skills
De acordo com a BCG e a Emsi Burning Glass, mais de um terço das 20 principais habilidades listadas em anúncios de emprego mudaram desde 2016. Isso significa que, para o setor de RH em 2023, ter habilidades técnicas, as hard skills, não é mais o único diferencial, é igualmente importante saber lidar com as pessoas.
Em um futuro em que um bilhão de empregos serão transformados pela tecnologia até 2030, o relatório “Power Skills”, da Pearson’s Skills Outlook, identificou as cinco habilidades humanas, human skills em inglês, mais procuradas:
- Comunicação
- Atendimento ao cliente
- Liderança, não importa o seu cargo
- Atenção aos detalhes
- Colaboratividade
O relatório da Pearson adicionou mais três habilidades humanas até 2026:
- Aprendizado pessoal e domínio
- Foco em realizações
- Inteligência cultural e social

2. Humanos e IA trabalhando lado a lado
Quando se fala sobre o futuro do trabalho, o medo da automação das profissões pela inteligência artificial aparece com frequência. No entanto, o que podemos ver é a criação de uma nova força de trabalho mista, com humanos e sistemas inteligentes combinando suas forças.
Essa é uma das tendências de gestão de pessoas em 2023, que ganha ainda mais força no próximo ano. A mudança altera também a composição da força de trabalho, incluindo uma menor dependência de funcionários em tempo integral e um aumento de colaboradores em tempo parcial e temporários. As informações são da pesquisa “CHRO of the Future”, da Executive Networks.
3. Trabalho híbrido chegou para ficar
Uma pesquisa realizada pela ZipRecruiter revelou que os candidatos a emprego entrevistados aceitariam uma redução salarial de 14% para trabalhar remotamente. Se a sua empresa ainda não aderiu ao formato de trabalho híbrido, saiba que nove em cada dez organizações combinarão trabalho remoto e presencial nos próximos anos, segundo a McKinsey.
Uma etapa crucial dessa nova forma de trabalho é estabelecer o que é trabalho híbrido para a empresa. Isso vai muito além do número de dias que alguém trabalha remotamente ou no escritório. Passa por definir os espaços onde o trabalho acontecerá, as ferramentas tecnológicas necessárias, as normas da equipe, as horas de colaboração essenciais, entre outros.
4. Burnout continua a ser um problema a ser discutido
A área de Recursos Humanos enfrenta atualmente uma crise de burnout que vai além dos efeitos da pandemia. Isso mostra a evolução do papel do RH para se tornar mais complexo, estratégico e multidisciplinar. Pesquisas recentes conduzidas pela SHRM com 726 profissionais de RH, de sete países, revelam que 42% das equipes de RH estão lutando contra o burnout.
Dados do LinkedIn indicam que o Departamento de Recursos Humanos teve a maior taxa de rotatividade nos últimos 12 meses, ultrapassando até mesmo setores como vendas, TI e engenharia. 41% dos profissionais de RH estão considerando deixar seus empregos no próximo semestre, uma proporção muito maior do que líderes de negócios (29%), profissionais do conhecimento (19%) e colaboradores da linha de frente (22%).

5. Diversidade, equidade e inclusão
A diversidade, equidade e inclusão (DEI) continuam em pauta no planejamento do RH. À medida que as empresas evoluem, reconhecem cada vez mais a importância de possuir uma equipe diversa e inclusiva para atrair e reter os melhores talentos do mercado.
A promoção da diversidade, equidade e inclusão está se tornando um fator decisivo fundamental para o sucesso sustentável das empresas no cenário corporativo atual. É preciso estabelecer indicadores de RH que permitam medir o nível de DEI de uma instituição. O Indeed divulgou em uma pesquisa que 68% dos entrevistados expressaram o desejo de que suas empresas adotassem uma cultura mais inclusiva, enquanto 56% considerariam a possibilidade de mudar de emprego caso se deparassem com casos de discriminação ou assédio, seja direcionado a eles próprios ou a outros colegas de trabalho.
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